A história dos reis da Inglaterra é longa e complexa, abrangendo desde o período anglo-saxão até a união com a Escócia, formando o Reino da Grã-Bretanha. Esta linha sucessória é fundamental para a compreensão da história britânica, moldando a política, a cultura e a sociedade da ilha.
Período Anglo-Saxão (até 1066):
Antes da conquista normanda, a Inglaterra era dividida em vários reinos, cada um governado por seu próprio rei. Figuras como Alfredo, o Grande, rei de Wessex, destacaram-se por sua resistência aos invasores vikings e por suas reformas administrativas e legais. Outros reinos importantes incluíam Mércia, Nortúmbria e Ânglia Oriental. A unificação da Inglaterra sob um único rei foi um processo gradual e frequentemente interrompido por conflitos internos e invasões externas.
Período Normando (1066-1154):
A Batalha de Hastings em 1066 marcou uma mudança radical na história da Inglaterra. Guilherme, o Conquistador, liderou a invasão normanda e estabeleceu uma nova dinastia, introduzindo um sistema feudal e reformando a administração do reino. Seus sucessores, incluindo Guilherme II e Henrique I, continuaram a consolidar o poder real.
Dinastia Plantageneta (1154-1485):
A dinastia Plantageneta governou a Inglaterra por mais de 300 anos e viu o surgimento de importantes instituições políticas e legais. Henrique II reformou o sistema judicial, enquanto Ricardo I, o Coração de Leão, ficou famoso por suas cruzadas. João Sem Terra foi forçado a assinar a Magna Carta em 1215, um documento que limitava o poder real e estabelecia direitos fundamentais. A dinastia Plantageneta também enfrentou desafios como a Guerra dos Cem Anos com a França e a Guerra das Rosas, uma sangrenta disputa pelo trono entre as casas de Lancaster e York.
Dinastia Tudor (1485-1603):
A dinastia Tudor marcou um período de grande transformação na Inglaterra. Henrique VII ascendeu ao trono após a Guerra das Rosas, estabelecendo uma nova era de estabilidade e prosperidade. Henrique VIII rompeu com a Igreja Católica e estabeleceu a Igreja Anglicana, um evento crucial na história religiosa da Inglaterra. Elizabeth I, a "Rainha Virgem", governou por mais de 40 anos e liderou a Inglaterra à vitória sobre a Armada Espanhola, solidificando o país como uma potência marítima.
Dinastia Stuart (1603-1714):
Com a morte de Elizabeth I, o trono passou para a dinastia Stuart, originária da Escócia. Jaime I, rei da Escócia, tornou-se também rei da Inglaterra, unindo as coroas dos dois países (embora os reinos permanecessem separados). O reinado dos Stuarts foi marcado por conflitos religiosos e políticos, culminando na Guerra Civil Inglesa e na execução de Carlos I. Após um breve período republicano sob Oliver Cromwell, a monarquia foi restaurada com Carlos II. Ana, a última monarca da dinastia Stuart, assinou o Tratado de União de 1707, que uniu a Inglaterra e a Escócia para formar o Reino da Grã-Bretanha.
Após Ana, a coroa passou para a Casa de Hanover. A partir desse ponto, temos os reis da Grã-Bretanha e, posteriormente, do Reino Unido.
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